Que foi no dia de hoje (ontem, pois estou escrevendo de manhã)
Me falaram para temos muitas coisas para agradecer, todos os dias. É tanta beleza, tanta vida, tantas coisas bonitas. Pois é. Exceto se você abrir o noticiário.
Mas vou deixar o noticiário fechado, para não manchar o teclado de vermelho, e tentar enxergar o lado bom das coisas.
Veja, tenho um cachorro ótimo, legal, um cão leal e cheio de personalidade. Dois gatos, um deles ciumento e a outra se esconde até da própria sombra. Tenho tido condições de mante-los bem alimentados, cheio de carinho e cuidado, enquanto lido com uma certa limitação financeira momentânea, e tenho procurado trabalhar conforme o que me cabe no tempo que cabe.
Lógico que busco novas oportunidades, busco conseguir mais recursos para melhorar a minha qualidade de vida e de quem tá em volta, mas nem sempre as coisas acontecem no tempo que a gente quer, acontece no tempo que tem que acontecer, e enquanto isso as vezes sou apresentado a outras situações que me faz crescer, ver e sentir, superar dificuldades.
Que pequenas coisas aconteceram de bom para eu agradecer? Bom, estou já 90% melhor de uma intoxicação alimentar que me deu no sábado, que me deixou acamado sem conseguir nem levar o Apolo passear mais que uma volta no quarteirão pra fazer as necessidades. Isso é um avanço. Concluí uma coisa do trabalho, os sistemas estão, a meu ver, funcionais e profissionais, prontos para entrar em uma nova fase de desenvolvimento.
Não tenho discutido de forma negativa, com amigos nem chefes nem familiares. O Apolo tá comendo bem, a faxineira até falou que ele engordou um pouco.
Andei beijando um cara legal, mas pensando bem, acho que não to afim de me relacionar afetivamente, to com preguiça a mesma que eu sempre tive a vida toda, e estou naquele momento que, ou eu chamo ele pra sair, ou eu falo, querido, deixa pra outro dia.
Tenho estudado bastante violino pra tocar num casamento. Descobri que acho músicas de casamento chatas e algumas até insuportáveis. Prefiro música clássica. Não vou mais tocar em casamentos. Mas fico feliz de ter essa oportunidade, e vamos ver, vai que lá eu consiga sentir que a alegria dos noivos e convidados me contagiem e me faça sentir boas energias. E quem sabe alguém diga, toca pra mim também. E eu diria, claro, 2000 reais.
Mas quem sabe outros projetos tomem um contorno mais claro, que eu consiga participar de uma orquestra comunitária, ou sei la, um grupo de musica que se beneficie dos possíveis sons que eu consiga tirar de um violino ou uma viola de arco.
To viajando aqui, porque a psicologa falou pra eu fazer todos os dias um diário de agradecimento às coisas que acontecem... "ah, quando a gente vê, sempre temos o que agradecer". Ok. Nem dizer que só uma vez ao ano não é o nosso desaniversário (daonde é isso mesmo? Lewis Carrol versão tupiniquim? algo assim kkkk)
Garanto que este texto eu escrevi de cabeça, sem interferência de IA. Mas se eu estiver com preguiça, nem vou escrever nada. E se for pra reclamar, vou reclamar, porque coisa pra reclamar tem.
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